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Lazy Lover Undercover

Lazy Lover Undercover

Não sou carnal. Sou emocional.

Andava feliz da vida, a achar que estavamos na mesma página, que queriamos os dois o mesmo, com um primeiro beijo dado ao som de Tom Misch e tudo! Afinal… “Meiz, o caqui (ou lá o raio do termo que ele usou) não é sério”.

 

Não contava. Nada mesmo. Muito menos depois da situação constrangedora do verão. Já me tinha convencido de que, pelo menos nos próximos 5 anos, não voltariamos a ter qualquer tipo de contacto. Por isso, aquela mensagem em janeiro apanhou-me mesmo de surpresa. Queria tomar café, fiquei meia incrédula e perguntei-lhe: “a sério?”. A questão é: para quê insistir, para quê voltar a tentar, se é só para ter uma cena que não é séria? Está comigo assim, como podia estar com outra pessoa qualquer. Diz que sempre me achou graça, mas, caramba, a graça é assim tanta que para ele compensa o "investimento" nesta cena não séria?

 

Gostava de ter sabido mais cedo que isto não era sério. Ainda assim, um dia depois desta conversa, deixei-me levar completamente. Há 6 anos que não estava com ninguém. Tinha-lhe falado dos meus medos e traumas e ele quis dar-me a melhor experiência possível. Já estava completamente na dele, antes de isto acontecer.

 

Esta história vai correr tão mal para mim. Não me dou com amizades coloridas.

 

Tenho que me focar no facto de ser um gajo que é mesmo meu amigo, não é alguém que conheci há meia dúzia de meses. Conheço-o há mais de dez anos e sempre nos demos bem, perdemos foi o contacto, a dada altura. Que vai ser sempre honesto e que essa honestidade vai ser tão crua que me vai magoar, como magoa sempre. Que, para mim, não é um qualquer. 

 

A longo prazo, o arrependimento vai ser inevitável. Não sou carnal. Sou emocional.

 

Amor? Sem um, nem outro

 

 

Estive tanto tempo solteira, anos mesmo, e, de repente, vi-me metida numa encruzilhada gigante entre duas pessoas.

 

Há coisa de dois/três meses, um amigo de longa data, o D, com quem tinha perdido contacto, convidou-me para tomar café. Fui, nervosa como tudo, já não o via há anos, e correu muito bem. Meio que fiquei pancazita por ele. Estava um homem bonito e super interessante, não costumo cruzar-me com pessoas tão interessantes como ele, e comecei a imaginar mil e uma coisas e a fazer muitos filmes...

 

Entretanto, fui trabalhar uns dias para uma cena e conheci um rapaz, o A. Era engraçadito e estava sempre a pegar com uma colega nossa mais nova, divertia-me muito ao vê-los aos dois. O trabalho acabou, foi cada um à sua vida e dei por mim a pensar imenso nele. Que nunca mais o ia ver na vida, que devia ter falado mais enquanto trabalhavamos, enfim.

 

Continuei a ir tomar café com o D e, embora para o segundo café não tenha ido tão entusiasmada como fui para o primeiro, a verdade é que correu muito bem e cheguei a casa contente. 

 

Nem uma semana tinha passado, desde que o trabalho tinha acabado, e eu e o A começamos a falar e, desde esse dia, nunca mais paramos. Fomos tomar café, achei-o um tone e, enquanto lá estava, percebi que nunca ia haver nada, que afinal não lhe achava assim tanta piada. Continuamos a falar e eu meio que ignorei o que senti no café.

 

O D não dava sinais nenhuns de estar para aí virado e fiquei a achar que era só mesmo a cena de sermos amigos e comecei a pôr de parte qualquer interesse que pudesse ter por ele, até porque só tomavamos café uma vez por mês e nunca falavamos a não ser para os marcar.

 

Certo dia, eu e o A fomos trabalhar juntos, calhou, chamaram-nos aos dois, e todo aquele ambiente de trabalho deu-me pica. A piada que não lhe tinha achado no dito café, naquele dia estava ao rubro. Levou-me a casa no fim, tranquilo, e convidou-me para sair no dia seguinte. 

 

No dia seguinte, acabou por se dar o beijo, que deu inicio às coisas. 

 

Andávamos há 2 semanas, quando o A foi um mês para fora. Durante esse período, o D voltou a convidar-me para tomar café. O café correu muito bem, falamos imenso sobre imensa coisa e no fim quis ir dar uma volta. Estávamos no carro a caminho e eu rezava para que fosse filme meu e que ele não tivesse interesse nenhum. Saiu-me o tiro pela culatra. Depois de muito conversarmos, aproximou-se de mim e quase me beijou. Parei-o a tempo. 

 

Ele não percebeu e eu não sabia como explicar. Disse que estava tudo bem e perguntou-me se não queria. E eu perguntei-me o mesmo: quero ou não quero? O que raio é que eu quero? A verdade é que o D é o mais parecido com o que sempre quis. É super culto, interessante, bonito, mas o A existe e eu não sei lidar com esta situação. Escolhia um em detrimento do outro? Se fizesse um prós e contras o D ganhava, mas o A dá-me segurança e vontade de estar, por outro lado, não me estimula e acrescenta a cultura que o D tem para dar e para vender e isso para mim é tão importante.

 

Tanta indecisão fez-me perceber que não estou bem com nenhum, que o melhor mesmo é continuar sozinha. 

Mas amigos, nunca

Tenho pensado muito no meu ex. Não a nível amoroso, nem nada do que se pareça. Está quase a fazer um ano que falamos pela última vez. Tenho-me lembrado do que me disse em relação a sermos amigos. Agora sei que nunca o disse com o desejo de que se concretizasse. Gostava que ele me visse. Que visse como estou actualmente. Que fosse capaz de me encarar. Não peço um olá, mas um olhar que o traduzisse. Só há pouco tomei consciência de como me portei com ele. Tenho culpa, muita culpa, mas ele também a tem. Queria uma oportunidade de me redimir, se soubesse que ele valeria a pena, enquanto pessoa. Mas já me convenci que isso jamais acontecerá. Como faço questão de repetir agora, 'se não foi é porque não era para ser'.

 

Amores que se vão

Achei que tinha conseguido dar conta do recado, que me tinha conseguido afastar a tempo. Falhei redondamente. Acabei apaixonada.

 

Tivemos uma conversa que já devia ter acontecido há muito. Mas andamos uns tempos sem falar e eu, sinceramente, andava a evitá-lo ao máximo, não sei se para me convencer que não sentia nada e que ele não me fazia falta. A verdade é que ele é, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais complicada que conheci até hoje. Nem consigo explicar o que tinhamos e deixamos de ter, o que eramos um para o outro e um com o outro. Nunca vivi semelhante. 

 

Fomos sinceros um com outro, ele sabe o que eu sinto e eu sei o que ele não sente. Não sei como vai ser daqui para a frente. Acordamos que a amizade era para se manter. Mas, não sei bem como é que isto funciona. Nunca foi sério e ambos sabiamos. Talvez eu não quisesse saber.  Estivemos juntos duas maravilhosas semanas, em Maio, que acabaram por causa de um stress estúpido. Quem sabe até onde aquilo teria chegado se tivesse corrido bem.  Mas as coisas acontecem por um motivo e se não resultou é porque não era para ser.

 

Não sinto rancor e não me arrependo de nada. E por muito parva que tenha ficado, quando ele me explicou o lado dele, epa fez todo o sentido, dito por ele, por ser quem é: "Quero quem, quem eu nunca vi; Porque eu só quero quem, quem não conheci".

 

Quem te avisa teu amigo é

Devia ter ouvido quem me avisou. Desde o início que sabia que isto não ia correr bem. Mas porque raio é que arrisquei então? Para tirar a teima? Para não me arrepender de não ter sequer tentado? Ao contrário de outras situações, desta vez não digo "bem feita!" para mim, não acho que tenha merecido isto. Tentei sempre ficar de pé atrás, mas acho que acabei por me pôr a jeito, como já me disseram. Mas como é que eu ia adivinhar? Se é alguém que num dia sente uma coisa e no outro já sente outra? Se num dia diz uma coisa e no a seguir já diz outra? Se num dia quer uma coisa e noutro já quer outra? Não se brinca quando há sentimentos envolvidos. Acho que há muita gente que não tem noção de como aquilo que faz, diz, sente, quer, afecta as outras pessoas. Não basta ser sincero no início e depois fazer o que quer. Há que ser sincero sempre e respeitar quem só quer o melhor para si próprio e para o outro. Se nos habituamos a viver com a ausência de outrem, ninguém tem o direito de invadir a nossa vida como se nada fosse e voltar a levar-nos para baixo.

 

Fica no teu canto que eu fico no meu. 

Conclusões

- Sou uma ingénua! Pronto, custou, mas finalmente tive coragem de o admitir.

Não sou muito de postar frases bonitas, mas vi esta e fez absolutamente todo o sentido.

"Se amas alguém deixe-o livre para voar. Se voltar é teu. Se não voltar é porque nunca te pertenceu."

- Sempre me tiveste, mas eu nunca te tive, sempre fui tua, mas tu nunca foste meu.


É desta?

Já me tinha mandado a boca de "tens que começar a sair comigo aos fins de semana" isto, porque eu nunca saio, e ele sabe. Ontem disse-me "temos que marcar uma saídita os dois". Caramba, ao tempo que eu espero por isso. Mas não vou ser eu a tomar iniciativa, que não estou para levar cortes. Espero e desespero o tempo que for preciso.


Nunca nada me magoou tanto, como tu

Pronto. E anda tudo mal. 

 

Desde a cena com o outro deficiente, nunca mais fui a mesma. Os relacionamentos mudam as pessoas, e o primeiro, então, muda radicalmente, e se correr mal, mais ainda. 

 

Parece que agora sinto uma necessidade imensa de ter as outras pessoas a gostaram de mim, enquanto pessoa. Esforço-me demasiado. Não falo no geral, no geral sou espontanêa como sempre fui, mas com o outro rapaz, que conheci há pouco, por exemplo. Quero tanto agradá-lo, quero tanto que ele goste de mim, que me ache piada, que até mete dó. É muito mau. Estou a atribuir-lhe muita importância, quando devia estar a fazer o exacto oposto. Devia ser fria, não dar confiança, porque fiquei ainda mais frágil, e as coisas, por vezes, magoam demais. Troquei a frieza pela vulnerabilidade, quando escolhi ficar com alguém. Fui deixada, trocada e a vulnerabilidade não me abandona, devia estar mais fria que nunca, mas não estou.



500 Days Of Summer

Bem, acabei de ver o filme 500 Days of Summer, por sugestão do meu novo amigo e é isto que retiro de lá:

 

(Claro que tinha que vir o outro assunto há baila, mas é um assunto que aos poucos está a ser esquecido, porque ele já não ocupa 100% da minha mente, apenas 50%, porque os restantes 50% estão reservados para o meu novo amigo. Iei


E este excerto do filme, tem tudo a ver. Desde que nos separamos, nunca mais consegui pensar no mau de tudo, só nas coisas boas, e, assim, claro que esquecê-lo se tornou mais dificil. E pronto, ainda bem que vi o filme, porque agora, realmente, consigo ver que, de certa forma, estou melhor sem ele. Havia tanta coisa nele ou que ele fazia ou fez que eu não gostava e se juntar tudo, são mais essas coisas do que as boas. Adeus T, já chega de ti, de pensar no bom que eras, porque foste pior depois, e parece que durante este tempo todo, me esqueci disso.)

 

 

Do bruxedo às coincidências

Faz hoje um ano que fiz uma semana de namoro. Não, ainda não o esqueci.

 O meu novo amigo, tem me feito bem, mas...mas pronto...mas nada.

 Há muita coisa em comum com o meu ex e sinto-me seriamente tentada a sabotar esta amizade, ou quê.

 

12 - Dia em que comecei a namorar com o T;

     - Dia em que conheci 'aquele que tanto queria conhecer':

 

Amiga - Com o T tinhamos em comum a A que namorava com o C;

             - Com 'aquele que tanto queria conhecer' temos em comum a R, que é a nova namorada do C.

 

"Festa da cidade" -  O dia em que decidi que queria conhecer o meu ex, foi o mesmo dia, mas um ano depois, que 'aquele que tanto queria conhecer' decidiu que me queria conhecer a mim.

 

Tenho plena consciência de que pareço um bocado paranóica com estas coisas, mas pronto.