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Lazy Lover Undercover

Lazy Lover Undercover

Hoje não gosto de mim

Hoje não gosto de mim. Tenho a mania de me pôr de parte em tudo e, só depois de o mal estar feito, é que percebo que só me prejudico com esta mania. Ninguém sabe quem sou, o que faço, que ambições tenho. Passo ao lado a toda a gente. Aprendi há uns anos que, quando saio desta concha, quando me obrigo a sair da minha zona de conforto, vivo mais, mais feliz e de modo mais intenso. Mas parece que desaprendi. Vejo o tempo a passar e eu a não fazer nada do que quero, sempre com obrigações aborrecidas, que em nada me realizam. 

Gente sem consciência

Num espaço de dois dias, soube de duas histórias parecidas e ambas profundamente tristes. A semana passada, uma amiga de um dos meus irmãos teve um acidente e o condutor causador do acidente fugiu depois do embate. O carro dela ficou desfeito, ela felizmente, safou-se com um braço partido e algumas mazelas. Há dois dias atrás, um amigo do meu outro irmão foi atropelado a caminho de casa. Qual é a semelhança entre as duas histórias? Também a pessoa que o atropelou fugiu. Ficou irreconhecível, sabe deus quanto tempo passou até alguém o ter visto e chamado a ambulância, coisa que nem isso quem o atropelou fez. Está às portas da morte, um rapaz com vinte e poucos anos. 

 

Sorrir à vida

Numa das minhas aventuranças este verão, fiz um Amigo. Alguém que com meia dúzia de palavras me fez pensar diferente. Me deu vontade de ser e querer mais. Me fez adoptar outra postura perante a vida. Ele traz ao de cima o que de melhor há em mim. Dá-me esperança. E dá-me certeza de que este mundo está cheio de coisas maravilhosas que a qualquer momento podem ser descobertas. 

 

Longe de mim pensar  que uma mudança de ares, de lugar, me iria fazer tropeçar nele. E o melhor de tudo? Apesar de ser o verdadeiro arquétipo da perfeição, não o vejo de todo de uma perspectiva amorosa. É um Amigo, sim, com "A" grande. Um grande amigo. Um timido incurável, que se faz de forte, sendo o mais frágil, que simplica a vida, quando tudo parece complicar-se. E confio nele em toda a sua plenitude.

 

Apesar da diferença de idades ainda ser significativa, traz imensas vantagens. Percebe o que passo, porque também já o viveu. ´Vejo-o como um grande exemplo, no que toca à ambição, determinação e força de vontade, que o levaram a conquistar o sucesso profissional que tem hoje. Lê-me melhor do que ninguém, sem eu ter de recear a transparência. E dá-me força, tanta força, para enfrentar os obstáculos que sou obrigada a enfrentar no dia a dia. 

 

Um Amigo assim, faz-me sorrir à vida.

 

Drave: Portugal Desconhecido

Drave, um local mágico, um mundo aparte.

 

Drave é uma aldeia desabitada pertencente ao concelho de Arouca, de uma beleza irreal. Estive a acampar lá quatro dias, no último final de semana. Em Drave não existe electricidade, nem acesso de carro. Só se consegue chegar lá a pé. É o local perfeito para reflexão, para estarmos em contacto com o simples da vida. Rico em paisagens e lagoas maravilhosas. Tudo em Drave é perfeito.

 

Fui lá, porque este é um local de passagem obrigatória para quem é escuteiro, mais precisamente caminheiro. Drave é a base nacional da IV. 

 

Fica a promessa de um dia lá voltar. E só deus sabe o quanto me custou lá chegar. O ter partido de Arouca de mochila ás costas ás onze da manhã e ter chegado a Drave no mesmo dia às dez e meia da noite. Foram 13h30 a caminhar, com algumas pausas pelo meio. Mas fez tudo valer ainda mais a pena. Foi sem dúvida o local mais bonito que visitei em Portugal. Não é preciso ir lá para fora para se verem coisas bonitas :)

 

 

 

 

 

 

 

 

(fotos da minha autoria)

Quem te avisa teu amigo é

Devia ter ouvido quem me avisou. Desde o início que sabia que isto não ia correr bem. Mas porque raio é que arrisquei então? Para tirar a teima? Para não me arrepender de não ter sequer tentado? Ao contrário de outras situações, desta vez não digo "bem feita!" para mim, não acho que tenha merecido isto. Tentei sempre ficar de pé atrás, mas acho que acabei por me pôr a jeito, como já me disseram. Mas como é que eu ia adivinhar? Se é alguém que num dia sente uma coisa e no outro já sente outra? Se num dia diz uma coisa e no a seguir já diz outra? Se num dia quer uma coisa e noutro já quer outra? Não se brinca quando há sentimentos envolvidos. Acho que há muita gente que não tem noção de como aquilo que faz, diz, sente, quer, afecta as outras pessoas. Não basta ser sincero no início e depois fazer o que quer. Há que ser sincero sempre e respeitar quem só quer o melhor para si próprio e para o outro. Se nos habituamos a viver com a ausência de outrem, ninguém tem o direito de invadir a nossa vida como se nada fosse e voltar a levar-nos para baixo.

 

Fica no teu canto que eu fico no meu. 

Aquele dilema

No meu dia-a-dia, debatia-me constantemente com o seguinte dilema: "a vida é demasiado curta, por isso, vou fazer tudo o que quero, porque se calhar de morrer amanhã, já morro feliz" e "a vida é para ser vivida, mas cada coisa a seu tempo, há momentos para tudo".

 

Verdade seja dita, quando decidia seguir a primeira, dava sempre asneira. As asneira já foram tantas, que acho que finalmente aprendi a minha lição. Prova disso é o facto de ter escolhido ficar sozinha, mesmo tendo oportunidade de estar com quem gosto. É um pouco confuso, admito. Mas é uma questão de amor próprio, de honra e dignidade. Se me regesse pelo primeiro lema, atirar-me-ia de cabeça, não querendo saber se ele estava comigo por estar, desde que eu pudesse estar com ele. Mas como finalmente aprendi que se o fizesse iria correr mal única e exclusivamente para o meu lado, preferi ficar sozinha e bem, sem chatices desnecessárias, sem dramas. Não consigo estar com alguém por estar. Ao estar com alguém, quer queira quer não, algum tipo de sentimento vai ser desenvolvido, mas para arriscar, é porque sei, ou pelo menos espero, que vá ser correspondido. 

 

Há decisões que parecem tão simples de tomar, mas na verdade não são. É preciso parar para pensar. Reflectir sobre tudo o que for preciso. E tomar aquela que não só nos faz feliz no momento, como teremos a certeza que se a tomarmos jamais nos arrependeremos, porque se correr mal, as consequências não serão assim tão más como se tivessemos optado pela outra decisão. Porque na vida, há dois tipos de escolhas, as boas e as más. É preciso é saber tomá-las.

 

Universidade, morre, por favor

Sinto-me mesmo mal. Detesto a universidade, e cada vez a detesto mais. É só stresses, só merdas, só conflitos.

 

Queixava-me no ano passado, mas este, este ano que eu tinha tantas esperanças que corresse bem, que eu pensei que ia fazer trabalhos interessantes e sem problemas, consegue ser ainda pior que o meu ano de caloira. Nunca pensei que isso fosse possivel. 


Não sei quem foi o louco a dizer que os anos passados na universidade são  os melhores. Não sei onde.


Estou farta disto!