Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lazy Lover Undercover

Lazy Lover Undercover

Está quase a fazer um ano

 

 

Está quase a fazer um ano que tomamos o primeiro café. E está quase a fazer um ano que, aquilo que eu acreditava ser uma coisa especial, desmoronou. Está quase a fazer um ano e não consigo desligar dele. Não consigo não pensar e pior, não paro de sonhar. Conheci uma pessoa, há coisa de um mês, e a minha panca piorou. Voltaram os sonhos, que tinham deixado de existir, há meses. Não consigo desligar e estou a dar em maluca. Como é que é possível que um romance tão curto, que pouco avançou, me tenha afectado tanto? E porquê que a pessoa que conheci e em quem não estou interessada me reavivou tanto o kedi? Tento não pensar nele e, por breves momentos, consigo, mas há sempre alguma coisa que me lembra. Quando houve clique, fica difícil avançar.

Completamente chocada

Ainda nem acredito que, a Christina Grimmie foi morta a tiro. Cresci a ver vídeos dela a cantar no youtube. Olhava para ela como alguém, que, aos poucos, estava a conseguir ter sucesso na música e a viver o sonho. E, de repente, um tolinho qualquer mata-a. Caramba, tinha a minha idade.


Os EUA nem para eles são bons. A partir do momento, em que se oferecem armas a crianças como prenda de natal ou de anos, quão mais absurdo pode isto ser? Não interessa que faça mais mal que bem, nem quem ou quantas pessoa morram, que a politica das armas nunca mudará.

Porra, coitada da rapariga e da familia dela...

 

Deixo, aqui, o primeiro vídeo dela que vi, devia ter eu uns 15 anos:

Barrada por não usar salto alto

James Nord

 

 

Ontem fui barrada à porta de uma discoteca, porque não estava de salto alto. E foi a melhor coisa, que podia ter acontecido. Acabamos a noite (ou começamos a manhã, como quiserem) num bar, a dançar rockalhadas dos 80's.

 

Não sou muito de discotecas, pelo contrário, é raríssimo ir, mas íamos num grupo engraçado, um bocado aleatório até, e tinhamos convite. Quem estava a organizar a festa, era amigo de um rapaz do nosso grupo, mas nem assim.

 

À discoteca em questão, já tinha ido umas 2/3 vezes, nos últimos 4 anos, e sempre entrei de calças de ganga e sapatilhas. Quando disse ao segurança que nem sequer tenho sapatos de salto alto, que nao uso, ficou estupefacto. A justificação dele foi que eu podia ter 16 anos, que ele não sabia. 16 anos Por estar a usar sapatilhas? As raparigas de 16 anos e por aí, é que, quando saem à noite, se aperaltam todas. Quanto menor a saia e maior o tacão, melhor. Querem sempre parecer mais velhas. Eu não tenho esse problema. Geralmente dão-me sempre menos idade do que a que tenho e não tenho problemas com isso, desde que não deixem de me levar a sério. Sou como sou, gosto de estar confortável e, quando saio à noite, uso a mesma roupa que levo para as aulas. Não gosto de me aperaltar, nem usar coisas que me fazem sentir desconfortável. E, afinal de contas, dançar de salto alto? Já, várias vezes, vi raparigas de salto, que, para conseguirem dançar, tiveram de os tirar.

Mas enfim, numa destas, ninguém me volta a apanhar. Nunca me tinha acontecido, mas ainda bem que aconteceu. O bar para onde fomos a seguir, não tem restrições, e é onde se junta a maior variedade de pessoas que existe, o que torna tudo muito mais engraçado. Ouvi músicas que, ao tempo, não ouvia. My Sharona, Maniac, enfim, uma data delas, que deu gozo dançar. O desfecho não podia ter sido melhor.

Viciada em junk (M83)

 

Tenho andado a ouvir o novo albúm do M83, Junk, em modo repeat. Desde que foram lançadas a 'Do it, try it' e a 'Solitude' que estava em pulgas para ouvir o resto, embora não tenha gostado muito da primeira.

 

Este albúm conta, mais uma vez, com a colaboração da Susanne Sundfør, que eu adoro, do Beck, do Jordan Lawlor e da Mai Lan, que entra em 4 músicas.

 

Sempre relembrando as suas raízes francesas, não podiam faltar músicas em francês. Eu, que não sou grande adepta da língua, epa derreti a ouvir a 'Atlantique Sud'.

 

Há muito tempo que não colava tanto num álbum. É viciante e tão prazeroso!


Entretanto, o gajo vem cá e eu não o vou ver... 

 

Nunca foi sobre mim



Nem precariedade, nem maus timings, nem o caraças mais velho. Afinal era só alguém que não sabia o que queria. Estava com a pessoa certa, mas quis complicar. Encantou-se por outra pessoa e tentou algo. Percebeu que afinal não era aquilo que queria e voltou a correr para a primeira. Hoje estão mais felizes do que nunca. Nada como ser a distração e o empecilho que ajuda as pessoas a perceber o que querem.

O susto

Este ano a passagem de ano só se festejou no dia dos reis. O meu pai voltou para casa nesse dia e fizemos a nossa festa, com direito a foguetes e tudo.

 

Depois do susto, as coisas acalmaram. Ainda não voltou ao trabalho, o mínimo esforço deixa-o tonto, ainda vai demorar a recuperar. O que interessa é que está em casa e que aos poucos vai melhorando.

 

Cada vez mais acredito que as coisas acontecem por um motivo. A minha mãe disse-me que se não fosse eu, o meu pai tinha morrido. Cheguei a casa na hora H. Depois de uma semana a ir dormir às 22h, naquela noite fui sair e só cheguei a casa por volta das 02h30. E antes de subir ainda ajudei o meu irmão a carregar umas coisas. Ele tinha lá estado 5 minutos antes e estava tudo bem. Quando cheguei o meu pai chamou pelo nome do meu outro irmão, achava que era ele que tinha chegado. Fui ao pé dele dizer-lhe que tinha sido eu a chegar e não ele. O meu pai disse-me que estava muito mal disposto e estava cheio de dores e pediu-me para ir acordar a minha mãe. Já estava a chamar por ela há uns minutos, mas ela ferrada no sono, não o ouvia. Numa questão de minutos o meu pai começou a desfalecer. Liguei para os meus irmãos e para o 112. O primeiro não me atendia o telefone, o segundo nunca mais chegava e a ambulância demorou uma eternidade, quase 30 minutos, a chegar. E neste filme todo, o meu pai entrou em convulsões.

 

De casa ao hospital foi outro filme, os paramédicos não arrancaram logo, ainda estiveram um tempo à espera antes de arrancarem. Uma vez no hospital foi outra eternidade para entrar nas urgências. 


A primeira noite foi critica, embora na altura eu ainda não tivesse bem a noção. Quando finalmente pudemos ver o meu pai, o enfermeiro que o acompanhava fez muita força para que ficassemos lá com ele. A minha mãe assumiu aquilo como uma despedida, como se já não houvesse nada a fazer e nos estivesse a ser dada a possibilidade de dizer adeus. 

 

O dia seguinte foi dificil. O a seguir também. O enfermeirou disse-nos que, se por acaso não houvesse cá um hospital e tivessemos de ir ao hospital da cidade mais próxima, que é a cerca de 30 minutos, o meu pai não se safava. 

E é assim, quando achamos que está tudo bem, vem a vida dar-nos uma chapada destas para nos relembrar que não podemos baixar a guarda, nem tomar nada como garantido. 

Não podemos ficar sem ele

Hoje, de madrugada, tivemos de chamar uma ambulância por causa do meu pai. O que eu, ingenuamente, achei que era uma indisposição revelou ser algo muito mais grave. Passou lá a noite e tão cedo não as virá passar a casa. Disseram-nos que os próximos dias são cruciais para o desfecho. A minha mãe está com um discurso que não me agrada, pede-nos que fiquemos positivos, mas quando fala com alguém quase que diz que está tudo perdido, como se fosse preciso um milagre para as coisas ficarem bem, outra vez. Não podemos ficar sem ele! Já salvou tantas vidas, salvem a dele também! 

:'(

13 de Novembro: o novo 11 de Setembro

O 11 de Setembro passou-me um bocado ao lado. Tinha 7 anos, acabados de fazer. Não fazia ideia o que eram os Estados Unidos e muito menos as torres gémeas. Lembro-me que estava com os meus vizinhos, no café da rua, e fui a casa lanchar. A minha mãe estava colada à televisão. Eu olhei e vi, mas não percebi. Entretanto, passaram-se 14 anos.


Estava a fazer pesquisa, para um trabalho da universidade, sobre a imigração em Portugal, devido em parte à questão dos refugiados. A minha mãe sentou-se no sofá, ao lado do meu, e ligou a televisão, num canal noticioso, como faz sempre. "Última hora: Tiroteios e explosões em Paris, 18 mortos". 'Como é que é?!' Foi por querer perceber, que fiquei, até à última, atenta a todas as actualizações, que se iam fazendo. Tiroteios em bares e restaurantes; explosões junto ao estádio (onde decorria o França x Alemanha), provocadas por bombistas suicidas; 100 reféns numa sala de espetáculos, onde estava a ocorrer um concerto dos Eagles of Death Metal. E o que eram 3 explosões, de repente, já eram 5 e, num instante, passaram a ser mais. E o número que, no inicio era de reféns, passou a ser de mortos. E no total, até ver, os 18 já são 120.

Tenho um medo de morte do Estado Islâmico. É uma ameaça que está longe de ser controlada. Não se está seguro em lado nenhum. Os refugiados fogem para aqui, para sobreviverem, e nem nós estamos a salvo. Ninguém tem por onde fugir... Não faço ideia o que vai ser daqui para a frente. Tenho uma teoria para isto tudo e acredito que seja um ciclo vicioso. A começar pelo 11 de Setembro, e por todas as teorias a ele associadas, a continuar com este 13 de Novembro e a acabar... a não acabar. Até porque, alguns sites noticiosos adiantaram que, não só o Estado Islâmico reivindicou os ataques, como ameaçou que os próximos alvos são Washington, Roma e Londres.