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Lazy Lover Undercover

Lazy Lover Undercover

Lisboa ou Porto?

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Ando na fase de escolher um mestrado. Na verdade, já estou nesta fase desde o verão, mas com o fim da licenciatura a aproximar-se, esta procura está a tornar-se incessante. Encontrei dois interessantes, um no Porto, na ESMAE, e outro em Lisboa, na ESCS, são ambas escolas pertencentes a politécnicos e têm ambas estágio, que era o requisito que mais me interessava.

 

Quero mais independência, mas sou uma pessoa com dificuldade em adaptar-se. Fico bem sozinha, mas quanto mais longe estiver, mais perdida me vou sentir. O Porto é mais perto, sempre que precisar de vir a casa é só meter-me no comboio, já Lisboa é bastante longe e não terei essa facilidade. Falei com uma colega que também está com ideia de ir para a ESMAE, era óptimo ir com alguém conhecido, mas ainda não é certo...

 

Alguém me dá uma ajuda?

O início do fim

 

 

Começou ontem, oficialmente, o último semestre do curso. Parecia tão distante. Mas cá estamos e estes últimos meses vão passar num instante. Engraçado olhar para trás e comparar o passado com o presente, o terrivel primeiro ano e meio de curso com o último meio ano. O que mudou de um para o outro? O curso tornou-se mais interessante, pude finalmente seguir a área em que me queria especializar, afastei-me dos interesseiros e fiz amigos, poucos, mas mesmo amigos. Para além disso entrei num grupo cultural académico e num projecto que os alunos do curso têm vindo a desenvolver há uns anos. Concluindo, não saí da bolha, mas abria-a e deixei entrar ar. Continuo na minha, a ser marrona, a sentar-me sempre à frente nas aulas, mas ando mais alegre e todas estas mudanças contribuiram para isso. Entrar no tal grupo cultural foi o melhor que podia ter feito é muito motivador. Conheci pessoas, todas muito diferntes entre si, mas com o amor pela música em comum e, não sei explicar, mas parece que me abre a mente e me dá mais força, mais paciência e mais motivação para estudar e isso reflectiu-se imenso nas notas no final deste semestre.

Para o futuro, veremos. Dependendo de como correr este semestre, logo faço as minhas escolhas.

 

28 anos de casados

Os meus pais fizeram este domingo 28 de casados. Para tristeza da mãe, o meu pai nem se lembrou. Foi passear sozinho e não a deixou ir com ele. Voltou muito contente com as relíquias literárias que tinha conseguido arranjar, e a continuar sem se lembrar.

 

Entretanto a minha mãe contava-me como tinha sido triste o dia de casamento até à hora de casar.

 

Estar casado não é para qualquer um. É preciso gostar mesmo muito para se ultrapassar estas falhas, que para um podem ser pequenas, mas para o outro são dolorosas. Mas é isto o amor? É só haver esforço da parte de um? Acho que o meu pai não tem consciência da mulher que tem ao seu lado. Ela põe sempre a felicidade e necessidades do outros acima das suas e é incrível como ele nunca reconhece o seu valor. 

Gente sem consciência

Num espaço de dois dias, soube de duas histórias parecidas e ambas profundamente tristes. A semana passada, uma amiga de um dos meus irmãos teve um acidente e o condutor causador do acidente fugiu depois do embate. O carro dela ficou desfeito, ela felizmente, safou-se com um braço partido e algumas mazelas. Há dois dias atrás, um amigo do meu outro irmão foi atropelado a caminho de casa. Qual é a semelhança entre as duas histórias? Também a pessoa que o atropelou fugiu. Ficou irreconhecível, sabe deus quanto tempo passou até alguém o ter visto e chamado a ambulância, coisa que nem isso quem o atropelou fez. Está às portas da morte, um rapaz com vinte e poucos anos. 

 

Sorrir à vida

Numa das minhas aventuranças este verão, fiz um Amigo. Alguém que com meia dúzia de palavras me fez pensar diferente. Me deu vontade de ser e querer mais. Me fez adoptar outra postura perante a vida. Ele traz ao de cima o que de melhor há em mim. Dá-me esperança. E dá-me certeza de que este mundo está cheio de coisas maravilhosas que a qualquer momento podem ser descobertas. 

 

Longe de mim pensar  que uma mudança de ares, de lugar, me iria fazer tropeçar nele. E o melhor de tudo? Apesar de ser o verdadeiro arquétipo da perfeição, não o vejo de todo de uma perspectiva amorosa. É um Amigo, sim, com "A" grande. Um grande amigo. Um timido incurável, que se faz de forte, sendo o mais frágil, que simplica a vida, quando tudo parece complicar-se. E confio nele em toda a sua plenitude.

 

Apesar da diferença de idades ainda ser significativa, traz imensas vantagens. Percebe o que passo, porque também já o viveu. ´Vejo-o como um grande exemplo, no que toca à ambição, determinação e força de vontade, que o levaram a conquistar o sucesso profissional que tem hoje. Lê-me melhor do que ninguém, sem eu ter de recear a transparência. E dá-me força, tanta força, para enfrentar os obstáculos que sou obrigada a enfrentar no dia a dia. 

 

Um Amigo assim, faz-me sorrir à vida.

 

Fui desafiada :)

A Nathy (Desabafos da Nathy) e a Catarina (Confessions of a Silly Girl) desafiaram-me a responder a estas 11 perguntinhas.

 

Obrigada :)

1- O que tu não sais de casa sem?

Não saio de casa sem o meu cartão de crédito, porque serve também como passe de autocarro e o cartão de identificação da universidade. Também não devia sair de casa sem os óculos, mas já aconteceu, e é horrível porque vejo mesmo muito mal ao longe e nas aulas, sem eles, só vejo nuvens. 

 

2- Qual é o teu animal favorito ?
Adoro chimpanzés e cães e tenho um especial amor por rafeirinhos.

 

3- Qual é o teu tipo de sapato favorito?
Sapatilhas, sem tirar nem pôr.

 

4- Produto de maquilhagem indispensável?
Confesso que a base ás vezes dá jeito.

 

5- Qual o teu maior sonho?

É algo relacionado com música :)

 

6- Qual o teu maior defeito? 
O maior mesmo não sei, mas tenho-os em abundância: mau-feitio, anti-social, teimosia, desconfiança, questionar tudo, etc e tal.

 

7- O que te irrita nas pessoas?
Irritam-me solenemente pessoas incoerentes e pessoas egocêntricas.

 

8- Qual a tua comida favorita?
Não sei se tenho assim uma comida predilecta, tenho uma que detesto: francesinhas.

 

9- Doce ou salgado?
Depende, nunca recuso um chocolatinho, mas também não digo que não a uns fritos da matutano. :)

 

10- O que te deixa feliz?
Conversar horas a fio com alguém que tem tudo a ver comigo, porque o assunto nunca acaba.

 

 

11- Escolhe 5 blogs para fazer este desafio :)

 

* Bata e Batom

* Devaneios de uma princesa
* Cutchi
* Uma Gaja Light
* Goma Cheia

Português bem "dizido"

Ontem, entre amigas, discutíamos aquilo que era o bom e o mau português. O "aceitado", o "pagado", o "matado". Embora, inicialmente, estivéssemos todas muito convictas do que estávamos a dizer, acabamos por ficar na dúvida, se os termos não existiriam mesmo. Como não gosto de ficar na ignorância, fui-me informar. Pois bem, afinal de contas tudo isto existe, mas, só pode ser utilizado, caso tenha o auxiliar do verbo "ter" antes. No entanto, defende-se que estas formas regulares (gastado, pagado, ganhado, etc) devem ser evitadas na língua culta.

 

Estamos sempre a aprender.

Cinema do verão

Ora verão não é verão sem uma boa dose de cinema :)

 

Ultimamente, tenho aproveitado todos os serões para pôr em dia o meu conhecimento cinematográfico. Por escolha ou sugestão de amigos tenho visto bons filmes. Como tal, deixo aqui 3 sugestões (sem spoilers, não se procupem):

 

The Hunt - A caça

 

IMDb: 8.3

 

Drama dinamarquês, lançado em 2012, que conta a história de um professor, que é acusado de pedofilia. Tem Mad Mikkelsen (actor da série Hannibal) no papel principal. Ao contrário de Doubt, The Hunt não me desiludiu nem um bocadinho. Vale muito a pena ver, cinema europeu no seu melhor.

 

 

 

 

The Departed - Entre inimigos

 

IMDb: 8.5

 

Um remake de Martin Scorsese, de 2006, de uma trilogia japonesa. O filme conta a história de um policia infiltrado num gangue da máfia e de um mafioso infiltrado na policia. Vencedor de quatro óscares (melhor filme, realizador, edição e guião adaptado), conta com a participação de Jack Nicholson, Leonardo Dicaprio e Matt Damon. Não quero estar a adiantar muito mais, mas vale mesmo a pena.

 

 

 

 

Prisoners - Raptadas

 

IMDb: 8.1

 

Este é um dos casos em que deviam ter traduzido o título do filme à letra. "Raptadas" apenas, dá cabo da essência toda do filme, devia ser "Prisioneiros". Prisoners conta a história de duas meninas que são raptadas e da luta do pai de uma delas para descobrir o seu paradeiro. Enquanto o vi , vieram-me à memória uma data de filmes Gone baby gone, Zodiac, Homem em fúria. Pode ser considerado um pouco pesado, mas é muito bom. Participam neste filme Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal nos papéis principais.

 

Robin Williams

Fui apanhada completamente de surpresa pela notícia do seu falecimento, como toda a gente, imagino.

 

Recordá-lo-ei para sempre por todos os filmes que vi com ele, mas sobretudo pelo "Papá para sempre", o filme da minha infância :)

 

Que encontre a paz que não tinha aqui.

 

Mirandela: experiências

Fui a Mirandela passar uns dias com uma amiga. Já tinha sido convidada há bastante tempo, mas só me decidi a ir no dia anterior. E ainda bem que fui. Estar 5 dias afastada de casa, numa cidade diferente, com muitas outras pessoas da minha idade e não só, mas a maior parte delas estudantes, só me faz ter ainda mais vontade de sair de casa. Eu bem queria ter ido estudar para fora, mas não tive oportunidade. Devia ter batido o pé, afinal de contas não sou nada como os meus irmãos, este ano acabo a licenciatura. Tenho vindo a considerar a hipótese de fazer mestrado fora, mas sei que a universidade que frequento tem um óptimo mestrado que gostava de seguir. Não posso decidir nada de cabeça quente, nem estar a contar viver um conto de fadas, caso vá para fora. A responsabilidade, naturalmente, iria ser maior, mas também me iria fazer crescer. Acho que estou a precisar.

 

Continuando com Mirandela, nada correu como planeado, acho que foi por isso que gostei tanto. Não fiquei onde era suposto ter ficado, não me dei com quem me esperava dar, e conheci quem nunca esperei conhecer. 

 

Estava a contar visitar a cidade mal chegasse, em vez disso assisti a uma discussão na agência onde a minha amiga e a colega tinham alugado casa (visto que elas estudam lá), que resultou na expulsão delas da dita cuja. Deram-lhes até à meia noite do mesmo dia para tirarem tudo de lá e entregarem a chave. Lá se foi a minha visita à cidade, em vez disso, estivemos quase 5 horas a empacotar tudo, desde loiça, roupa e livros, a sinais de trânsito roubados (enfim), e a limpar.

 

Entre muitos favores pedidos lá conseguiram quem lhes guardasse a tralha toda até Setembro e sitio para nós as duas ficarmos.

 

Não vi muito da cidade de dia, mas vi das festas, dos desfiles, das pessoas, do fogo de artifício. Ouvi muitas histórias, sobre muita gente e acho que também foi criada uma sobre mim.

 

 

 

 

 

(as fotografias são minhas)