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Lazy Lover Undercover

Lazy Lover Undercover

Felicidades de queima

 

O melhor da queima é encontrar pessoal que já não vejo ao tempo. Álias, a queima permite-me, pelo menos uma vez por ano, reencontrar as pessoas com quem dantes passava os meus dias: os meus colegas de escola que, para todos os efeitos, partilharam 8 anos de vida comigo. E é sempre uma festa. Falam-me dos desgostos amorosos que estão a viver, perguntam se já pus gosto na página da equipa onde jogam e querem saber como vai a vida e quais são os planos para o futuro.

 

Reencontrei, ainda, um amigo, com quem há uns anos tive um filme. Quando tinhamos 12 anos, tivemos um namorico, daqueles mesmo de criança, onde se mandam muitas cartas e sms's e nunca se dá sequer um beijinho, ou um abraço. Acontece que a vontade, mas mais a curiosidade, durou até entrarmos na universidade e só foi desfeita, há precisamente 2 anos, nesta mesma semana. Atravessou a multidão, quando me viu, de sorriso rasgado. Queria saber como estava e como estavamos, se o filme tinha afectado de alguma maneira o modo como o via e como estava com ele. Nada disso. Se houve vez em que não houve drama nenhum, foi esta. Depois falamos da vida e soube bem. É tão bom estar bem com as pessoas, sem stresses desnecessários e melhor: é tão bom estarmos na mesma página.

 

Estas conversas, apesar de se terem desenrolado com álcool à mistura, fizeram-me sentir bem. Para alguém que, durante um ano, não tinha vida, suscitar interesse é bom. Fartei-me de receber elogios, fartaram-se de me perguntar o nome e eu sei que o álcool ajudou a que tudo isso tivesse lugar. Ainda assim, um elogio, quer se queira quer não, faz uma pessoa sentir-se bem. Claro que temos de ter o discernimento de os saber distinguir. A eles e às suas intenções.

 

Hoje, com toda a certeza, estou melhor que na semana passada, no mês passado e muito melhor do que há um ano atrás. Perdi os 8 quilos que ganhei, naquela fase estúpida da minha vida, deixei de roer as unhas, vício gigante que tinha, e estou mais confiante. E a confiança atrai. 

A mais bela vitória de sempre

 

Isto é que foi sofrer até ao último minuto! Pensei que não ia viver tempo suficiente para ver Portugal ganhar o Eurovisão. Mas aconteceu! E chorei de alegria. Para o ano, estou em Lisboa, batidinha para o festival.

 

Quando era miúda, e já adepta ferrenha do festival da canção, tinha o sonho de representar Portugal, um dia. Doía-me tudo, quando via as paroladas que enviávamos. Quando foi a Vânia Fernandes, ainda tive alguma esperança, mas não tivemos hipótese e, ainda hoje se diz, por essa Europa fora, que, nesse ano, fomos muito roubados. Mas a vida continua e 9 anos depois aqui estamos nós: vencedores do Eurovisão!

 

Ainda estou parva. É incrível, como é que países, que nunca nos deram sequer um pontinho, nos deram, desta vez, 12. E é incrível, como é que a Itália, que era a grande favorita, ficou em sexto lugar. Impressionante a força do Salvador e da Luísa e de "Amar pelos dois". Não só não houve quem lhe ficasse indiferente, como ainda arrancou muitas lágrimas aos artistas dos outros países. Mas o mais incrível de tudo, é que não se deixou que o aparato todo do palco e do cenário, abafasse a razão de ser do festival: a música. Quer isto dizer, que, apesar das más linguas, já está toda a gente farta de poluição sonora. Este ano ganhou a música. Líndissima, simples e em português. 

 

Foi um festival do caraças. Adorei a canção da Bélgica, mas em versão de estúdio. Em palco, a rapariga parecia que ia ter um ataque de pânico, revi-me muito nela. E gostei muito da da Hungria. Também achei graça à da Croácia, o gajo cantava bem e fez um dueto com ele próprio. A da Bielorrússia surpreendeu-me pela alegria e da Suécia pela preparação da performance. As piorzinhas acho que foram mesmo a da Grécia, que nem percebi como é que passou à final e a de Montenegro, toda ela wtf, nomeadamente aquela dança com a trança. Mas, concluindo, foi mesmo um festival do caraças e só tenho pena que a grande maioria opte por cantar em inglês, em vez da língua materna, acho que só se perde.

 

"Amar pelos dois" é assim uma enorme lufada de ar fresco, uma composição linda, com uma voz que derrete. O Salvador disse tudo: "music is not fireworks, music is feeling!". 

 

Quando for grande quero ser a Luísa Sobral.

Isto do amor

 

Há pessoas que têm tanto azar... E não estou a falar de mim, que nem ao trabalho de conhecer pessoas me dou. Estou a falar daquelas que tiveram uma má experiência, que demorou a curar e, quando finalmente decidem voltar a tentar, corre tudo mal, outra vez (aqui insiro-me um bocado, vá). Achamos que a pessoa vale o risco, mas não vale. 

 

Tenho uma amiga que andou com um rapaz, durante um ano. Certo dia, o dito rapaz contou-lhe que namorava. Andava com duas raparigas ao mesmo tempo. Mas, no meio disto tudo, sentiu-se mal por ela e por isso é que lhe contou tudo, mas à namorada, nem uma palavra. Passaram-se dois anos, e, recentemente, esta minha amiga começou a sair com um antigo colega. Andava toda encantada, mas a levar as coisas com calma. Ontem foram sair, num grupo grande de amigos, e, a meio da noite, o gajo desapareceu com uma brasileira. Andavam há coisa de um mês, qual era a necessidade? 

 

Nunca entendi a traição. Nunca entendi, até estar numa relação sem futuro e mil coisas me terem passado pela cabeça. Mas nunca traí e acho que seria incapaz de o fazer. Mas consigo entender melhor uma traição numa relação com algum tempo, que já não está a correr bem, do que numa que está a começar. Não há desculpa para nenhuma, seja qual for o contexto, mas acho que entendo melhor.

 

O primeiro e único namoro, que tive até hoje, durou menos de 5 meses. Desde então, nunca mais me comprometi com ninguém. E eu sei que o problema é meu. Gosto demasiado de mim e de estar sozinha. Não consigo estar plena e feliz com alguém. Acho que não dependo de ninguém para me sentir realizada. Mas, a verdade é que, da última vez que estive com alguém de quem gostava, me senti feliz como nunca antes tinha sentido. Nem sozinha. E, lá no fundo, acredito mesmo que cada panela tem o seu testo. 

 

Estas coisas do amor ultrapassam-me, são demais para a minha cabeça. É um bocado como pessoas, que não conseguem estar sozinhas. Que o máximo que aguentaram solteiras foram uns três meses, que lhes pareceu uma eternidade. Não entendo como é que alguém consegue saltar de relação em relação. E não falo de relações curtas, falo das longas. Pessoas que saltam de uma longa relação para outra, sem tirarem tempo para si próprias, sem aprenderem a estar sozinhas e bem. São pessoas que amam em demasia? Que tem muito amor para dar? Não entendo.

Estágio: c'est fini

 

Custou acordar cedo e fazer 3 horas de viagem por dia. Custou o dinheirão que gastei em passes e em refeições. Custou "levar nas orelhas", mais do que uma vez, por coisas que nem fui eu a fazer, mas que, por ser estagiária, não fazia mal ser eu a "ouvir"..

Apesar de tudo, saí satisfeita. Sei que, para a maioria das pessoas, lhes fui completamente indiferente, fui só mais uma estagiária. Mas, apesar disso, senti estima por parte daqueles com quem trabalhei mais directamente. Senti-me útil mas, mais que tudo, senti-me valorizada. E querida, quando, até a cozinheira da empresa, se emocionou, por me vir embora, e me disse que ia ter saudades minhas.

 

Sei que, ao nível da técnica, não aprendi grande coisa. Mas valeu a pena, porque aprendi a funcionar em ambiente profissional, aprendi a resolver os problemas que me iam surgindo, sem ter de pedir ajuda, e inteirei-me melhor das relações entre diferentes áreas.

 

Sei, perfeitamente, que lhes dei jeito, para cobrir trabalhos, quando alguém ia de férias, mas também sei que não há lugar para mim ali, no quotidiano.

 

Estou bem, satisfeita e confiante de que dei sempre o melhor de mim.

Um caso de amor

Preciso de dizer isto: adorei, adorei, adorei a música que o Noiserv compôs para o Festival da Canção. Sou suspeita, porque sou grande fã do homem, mas caramba. A música é completamente ele, não engana, não se faz passar por nada e a rapariga que a interpretou, a Inês Sousa, foi, de longe, a pessoa mais afinada e segura da semi-final toda, a par com o Salvador Sobral, que também esteve soberbo.

 

Percebo que não agrade a todos, mas ser a menos votada tanto pelo júri como pelo Público? Como? Eu do público já espero tudo, mas do júri? Em quem tinha tanta expectativa depositada este ano? Não esperava. Muito menos depois da semi-final passada em que concordei com grande parte dos resultados.

 

Se convidam compositores e músicos diferentes, para modernizar um bocado o festival, por quê que insistem em votar em canções que não inovam em nada? É só fogo de vista? Foi o que pareceu, ontem.

 

Há quem vibre com o futebol, eu vibro com o festival da canção. E pronto, era só isto.

 

 

 

Aqueles dias que começam mal e só pioram

Há dias, pediram-me para ir para o estágio duas horas mais cedo, para filmar umas entrevistas e coisas, para dois projectos diferentes, que estavam a ser desenvolvidos.

 

Acordei às 06h30, para apanhar o comboio das 07h20 e chegar ao Porto às 08h15. Mas naquele dia, caraças, logo naquele dia, o comboio teve uma avaria no cantanário e fui obrigada a apanhar o seguinte que, não só partia meia hora mais tarde, como ia parar em todas as estações e apeadeiros. Pronto. Cheguei ao Porto às 09h00 e já não fiz uma das coisas giras que ia fazer. 

 

Mas como um mal nunca vem só...

 

Ia apanhar metro, porque ficava mais barato, mas não tinha moedas trocadas. Tinha uma nota de 5€, que a porra da máquina não aceitou. Como não estou muito familiarizada com os autocarros no Porto, decidi não arriscar e fui de táxi. Azar dos azares, quando meto a mão ao bolso para pagar, a nota tinha desaparecido. Algures entre o metro e o táxi perdi o raio dos 5€.

 

Mas não é tudo.

 

A dada altura pediram-me para filmar um directo para o facebook. Percebo tanto de facebook e de directos de facebook, que na hora de filmar, entre o stress e a confusão dos cabos, em vez de o fazer para a página certa, fiz para uma que não tinha nada a ver.

O que ficou por fazer

 

As resoluções de ano novo valem tanto como as resoluções feitas noutro dia qualquer. Se houver vontade faz-se tudo, ou quase tudo. Foi precisamente isso que me faltou este ano: vontade.

- A carta de condução ficou em stand-by.
- Não aprendi nenhuma língua nova, nem melhorei nenhuma que já conhecesse.
- O estágio que, idealmente, devia ter começado em setembro, só vai começar em janeiro.
- Não arranjei nenhum part-time.

Tive, ainda, a infelicidade de ficar sem computador e de engordar 8 kg.

 

Por outro lado:

- Fui a Praga e a Berlim.
- Meti-me num projecto novo relacionado com música.

No geral, foi o ano menos produtivo que tive até hoje. Quase não fiz nada, andei a ver navios a passar. Tentei curar-me de um desgosto, que começou há mais de um ano e que ainda cá deixa rasto. Mas, mais importante que tudo, pensei que ia perder o meu pai de vez, logo no início do ano.

Nunca a passagem de ano fez tanto sentido para mim, como a deste ano. Vou, realmente, começar uma nova fase da minha vida em janeiro. Espero que corra tudo bem.


2017, Estou com a pica toda para ti. Vamos lá!

 

A minha vida é feita disto

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Depois de mais de três meses a contactar empresas e a obter zero respostas, eis que sou aceite num estágio, sem ter que ser eu a fazer o contacto. Ia começar a estagiar na sexta, mas ligaram-me, umas horas antes, a adiar para Janeiro. A minha vida é feita disto. 

Ataque de pânico

 

Hoje, pela primeira vez na vida, tive um ataque de pânico. Acordei, de madrugada, e não conseguia respirar. Parecia que me tinham coberto a cabeça e eu tinha ficado sem ar. A primeira coisa de que me lembro, quando acordei, era de ramos de árvores. Levantei-me, tentei chamar pela minha mãe, sentei-me na cama a tentar respirar e os olhos encheram-se de água, até que me consegui acalmar.

 

Ando numa fase da minha vida um bocado angustiante, deduzo que seja essa a explicação. Não ando com muita sorte. Devia estar a estagiar, em vez disso, estou parada, ninguém me dá respostas. Precisava de um trabalho, mas como estou dependente de estágio, e deste para terminar o mestrado, não me posso aventurar muito na procura. Estou a ser ambiciosa e isso também dificulta, mas queria sair de casa e desemerdar-me sozinha, a ver se cresço. É tudo uma questão de tempo, não posso ficar eternamente parada e sem respostas. Até lá, vou continuar a tentar a ver se tenho sorte.

Viajando por Praga e Berlim

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Viajei para Praga e para Berlim durante uma semana. Em Praga fiquei 5 dias e em Berlim 3. Adorei ambas as cidades, muito diferentes entre si, mas muito bonitas. Em Praga visitei/vi o castelo, a John Lennon's Wall, a Charles Bridge, o relógio astronómico, a catedral de Praga, o teatro nacional e, ainda, andei de barco pelo rio Danúbio. 

 

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Já em Berlim, adorei tudo e só tive pena não ficar lá mais tempo. Só conseguimos aproveitar bem um dia e meio. Visitamos tudo o que foi possível: o estádio olímpico, a porta de Brandemburgo, o museu da tortura, diversas partes do muro de Berlim, o Checkpoint Charlie, a torre da televisão, a catedral de Berlim, a camara municipal de Berlim, o monumento aos judeus e diversos museus. No dia da partida, ainda alugamos umas bicicletas e andamos pela cidade. Incrível a organização das ciclovias, eu que já não andava de bicicleta, fora de brincadeira há mais de dez anos, entendi-me na perfeição com a bicicleta e a cidade. Quero muito voltar a Berlim.

 

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Apesar de ter adorado ambas as cidades, odiei as pessoas de Praga. Nunca fui tão maltratada na vida como lá. Os checos pouco se importam se te estão a tratar bem ou mal e de como te fazem sentir. São rudes, antipáticos e toda a excepção é bem vinda. É uma mentalidade e uma cultura completamente diferente da de Portugal. Pessoas rudes há em todo o lado, mas nunca me cruzei com tantas num espaço de tempo tão curto. Se ia a um restaurante comer, mandavam-nos calar por estarmos a fazer muito barulho. Num grupo de 30 pessoas o silêncio durante uma refeição é impossível. Na hora de pagar um jantar, que já não era barato, obrigavam-nos a dar 10% de gorjeta e se nos recusássemos a dar, começavam a tratar-nos mal e diziam-nos para não voltarmos lá no dia seguinte. Riam-se de nós e, mesmo sabendo que não percebíamos nada de checo, insistiam em falar em checo. Era rara a pessoa que percebia o mínimo de inglês. Uma cidade que vive tanto do turismo, dar-se ao luxo de tratar mal os turistas, faz-me um bocado confusão. É certo que não precisam de tratar bem, pois a história e os monumentos são tão bonitos e interessantes, que há quem não se importe de aturar um pouco de rudeza. Mas caramba. É claro que não são assim à toa, tudo isto tem a ver com a sua história. A República Checa só passou a ser independente da Eslováquia em 1993, até lá, estiveram sob ocupação alemã e mais tarde sob domínio soviético. Apesar de tudo, espero um dia lá voltar e desta vez já vou preparada.