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Lazy Lover Undercover

Lazy Lover Undercover

Viajando por Praga e Berlim

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Viajei para Praga e para Berlim durante uma semana. Em Praga fiquei 5 dias e em Berlim 3. Adorei ambas as cidades, muito diferentes entre si, mas muito bonitas. Em Praga visitei/vi o castelo, a John Lennon's Wall, a Charles Bridge, o relógio astronómico, a catedral de Praga, o teatro nacional e, ainda, andei de barco pelo rio Danúbio. 

 

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Já em Berlim, adorei tudo e só tive pena não ficar lá mais tempo. Só conseguimos aproveitar bem um dia e meio. Visitamos tudo o que foi possível: o estádio olímpico, a porta de Brandemburgo, o museu da tortura, diversas partes do muro de Berlim, o Checkpoint Charlie, a torre da televisão, a catedral de Berlim, a camara municipal de Berlim, o monumento aos judeus e diversos museus. No dia da partida, ainda alugamos umas bicicletas e andamos pela cidade. Incrível a organização das ciclovias, eu que já não andava de bicicleta, fora de brincadeira há mais de dez anos, entendi-me na perfeição com a bicicleta e a cidade. Quero muito voltar a Berlim.

 

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Apesar de ter adorado ambas as cidades, odiei as pessoas de Praga. Nunca fui tão maltratada na vida como lá. Os checos pouco se importam se te estão a tratar bem ou mal e de como te fazem sentir. São rudes, antipáticos e toda a excepção é bem vinda. É uma mentalidade e uma cultura completamente diferente da de Portugal. Pessoas rudes há em todo o lado, mas nunca me cruzei com tantas num espaço de tempo tão curto. Se ia a um restaurante comer, mandavam-nos calar por estarmos a fazer muito barulho. Num grupo de 30 pessoas o silêncio durante uma refeição é impossível. Na hora de pagar um jantar, que já não era barato, obrigavam-nos a dar 10% de gorjeta e se nos recusássemos a dar, começavam a tratar-nos mal e diziam-nos para não voltarmos lá no dia seguinte. Riam-se de nós e, mesmo sabendo que não percebíamos nada de checo, insistiam em falar em checo. Era rara a pessoa que percebia o mínimo de inglês. Uma cidade que vive tanto do turismo, dar-se ao luxo de tratar mal os turistas, faz-me um bocado confusão. É certo que não precisam de tratar bem, pois a história e os monumentos são tão bonitos e interessantes, que há quem não se importe de aturar um pouco de rudeza. Mas caramba. É claro que não são assim à toa, tudo isto tem a ver com a sua história. A República Checa só passou a ser independente da Eslováquia em 1993, até lá, estiveram sob ocupação alemã e mais tarde sob domínio soviético. Apesar de tudo, espero um dia lá voltar e desta vez já vou preparada.

Drave em chamas

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A luta, que parece não ter fim à vista, já chegou a Drave. O sítio onde mais gostei de estar em Portugal, o sítio mais bonito que visitei, o sítio que fez todo o cansaço, toda a dor, todo o suor valer a pena e que tantas alegrias me deu, a aldeia mágica, está agora a ser consumido pelas chamas. :(

Está quase a fazer um ano

 

 

Está quase a fazer um ano que tomamos o primeiro café. E está quase a fazer um ano que, aquilo que eu acreditava ser uma coisa especial, desmoronou. Está quase a fazer um ano e não consigo desligar dele. Não consigo não pensar e pior, não paro de sonhar. Conheci uma pessoa, há coisa de um mês, e a minha panca piorou. Voltaram os sonhos, que tinham deixado de existir, há meses. Não consigo desligar e estou a dar em maluca. Como é que é possível que um romance tão curto, que pouco avançou, me tenha afectado tanto? E porquê que a pessoa que conheci e em quem não estou interessada me reavivou tanto o kedi? Tento não pensar nele e, por breves momentos, consigo, mas há sempre alguma coisa que me lembra. Quando houve clique, fica difícil avançar.

Completamente chocada

Ainda nem acredito que, a Christina Grimmie foi morta a tiro. Cresci a ver vídeos dela a cantar no youtube. Olhava para ela como alguém, que, aos poucos, estava a conseguir ter sucesso na música e a viver o sonho. E, de repente, um tolinho qualquer mata-a. Caramba, tinha a minha idade.


Os EUA nem para eles são bons. A partir do momento, em que se oferecem armas a crianças como prenda de natal ou de anos, quão mais absurdo pode isto ser? Não interessa que faça mais mal que bem, nem quem ou quantas pessoa morram, que a politica das armas nunca mudará.

Porra, coitada da rapariga e da familia dela...

 

Deixo, aqui, o primeiro vídeo dela que vi, devia ter eu uns 15 anos:

Barrada por não usar salto alto

James Nord

 

 

Ontem fui barrada à porta de uma discoteca, porque não estava de salto alto. E foi a melhor coisa, que podia ter acontecido. Acabamos a noite (ou começamos a manhã, como quiserem) num bar, a dançar rockalhadas dos 80's.

 

Não sou muito de discotecas, pelo contrário, é raríssimo ir, mas íamos num grupo engraçado, um bocado aleatório até, e tinhamos convite. Quem estava a organizar a festa, era amigo de um rapaz do nosso grupo, mas nem assim.

 

À discoteca em questão, já tinha ido umas 2/3 vezes, nos últimos 4 anos, e sempre entrei de calças de ganga e sapatilhas. Quando disse ao segurança que nem sequer tenho sapatos de salto alto, que nao uso, ficou estupefacto. A justificação dele foi que eu podia ter 16 anos, que ele não sabia. 16 anos Por estar a usar sapatilhas? As raparigas de 16 anos e por aí, é que, quando saem à noite, se aperaltam todas. Quanto menor a saia e maior o tacão, melhor. Querem sempre parecer mais velhas. Eu não tenho esse problema. Geralmente dão-me sempre menos idade do que a que tenho e não tenho problemas com isso, desde que não deixem de me levar a sério. Sou como sou, gosto de estar confortável e, quando saio à noite, uso a mesma roupa que levo para as aulas. Não gosto de me aperaltar, nem usar coisas que me fazem sentir desconfortável. E, afinal de contas, dançar de salto alto? Já, várias vezes, vi raparigas de salto, que, para conseguirem dançar, tiveram de os tirar.

Mas enfim, numa destas, ninguém me volta a apanhar. Nunca me tinha acontecido, mas ainda bem que aconteceu. O bar para onde fomos a seguir, não tem restrições, e é onde se junta a maior variedade de pessoas que existe, o que torna tudo muito mais engraçado. Ouvi músicas que, ao tempo, não ouvia. My Sharona, Maniac, enfim, uma data delas, que deu gozo dançar. O desfecho não podia ter sido melhor.

Viciada em junk (M83)

 

Tenho andado a ouvir o novo albúm do M83, Junk, em modo repeat. Desde que foram lançadas a 'Do it, try it' e a 'Solitude' que estava em pulgas para ouvir o resto, embora não tenha gostado muito da primeira.

 

Este albúm conta, mais uma vez, com a colaboração da Susanne Sundfør, que eu adoro, do Beck, do Jordan Lawlor e da Mai Lan, que entra em 4 músicas.

 

Sempre relembrando as suas raízes francesas, não podiam faltar músicas em francês. Eu, que não sou grande adepta da língua, epa derreti a ouvir a 'Atlantique Sud'.

 

Há muito tempo que não colava tanto num álbum. É viciante e tão prazeroso!


Entretanto, o gajo vem cá e eu não o vou ver... 

 

Nunca foi sobre mim



Nem precariedade, nem maus timings, nem o caraças mais velho. Afinal era só alguém que não sabia o que queria. Estava com a pessoa certa, mas quis complicar. Encantou-se por outra pessoa e tentou algo. Percebeu que afinal não era aquilo que queria e voltou a correr para a primeira. Hoje estão mais felizes do que nunca. Nada como ser a distração e o empecilho que ajuda as pessoas a perceber o que querem.

O susto

Este ano a passagem de ano só se festejou no dia dos reis. O meu pai voltou para casa nesse dia e fizemos a nossa festa, com direito a foguetes e tudo.

 

Depois do susto, as coisas acalmaram. Ainda não voltou ao trabalho, o mínimo esforço deixa-o tonto, ainda vai demorar a recuperar. O que interessa é que está em casa e que aos poucos vai melhorando.

 

Cada vez mais acredito que as coisas acontecem por um motivo. A minha mãe disse-me que se não fosse eu, o meu pai tinha morrido. Cheguei a casa na hora H. Depois de uma semana a ir dormir às 22h, naquela noite fui sair e só cheguei a casa por volta das 02h30. E antes de subir ainda ajudei o meu irmão a carregar umas coisas. Ele tinha lá estado 5 minutos antes e estava tudo bem. Quando cheguei o meu pai chamou pelo nome do meu outro irmão, achava que era ele que tinha chegado. Fui ao pé dele dizer-lhe que tinha sido eu a chegar e não ele. O meu pai disse-me que estava muito mal disposto e estava cheio de dores e pediu-me para ir acordar a minha mãe. Já estava a chamar por ela há uns minutos, mas ela ferrada no sono, não o ouvia. Numa questão de minutos o meu pai começou a desfalecer. Liguei para os meus irmãos e para o 112. O primeiro não me atendia o telefone, o segundo nunca mais chegava e a ambulância demorou uma eternidade, quase 30 minutos, a chegar. E neste filme todo, o meu pai entrou em convulsões.

 

De casa ao hospital foi outro filme, os paramédicos não arrancaram logo, ainda estiveram um tempo à espera antes de arrancarem. Uma vez no hospital foi outra eternidade para entrar nas urgências. 


A primeira noite foi critica, embora na altura eu ainda não tivesse bem a noção. Quando finalmente pudemos ver o meu pai, o enfermeiro que o acompanhava fez muita força para que ficassemos lá com ele. A minha mãe assumiu aquilo como uma despedida, como se já não houvesse nada a fazer e nos estivesse a ser dada a possibilidade de dizer adeus. 

 

O dia seguinte foi dificil. O a seguir também. O enfermeirou disse-nos que, se por acaso não houvesse cá um hospital e tivessemos de ir ao hospital da cidade mais próxima, que é a cerca de 30 minutos, o meu pai não se safava. 

E é assim, quando achamos que está tudo bem, vem a vida dar-nos uma chapada destas para nos relembrar que não podemos baixar a guarda, nem tomar nada como garantido.